Partidos já organizam chapas de deputados para 2014
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sábado, 02 de março de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - As eleições majoritárias têm movimentado a política, mas quem não vai disputar o governo do Paraná, o Senado ou a Presidência da República, também está ocupado articulando as proporcionais (Assembleia Legislativa do Paraná e Câmara Federal). Na eleição de 2010, duas grandes coligações disputaram o pleito, concentrando 70% dos votos válidos. Os outros 30% sobraram para duas coligações menores, três chapas puras e cinco siglas pequenas, abaixo do 1% da intenção geral de voto.
O grupo que se saiu melhor em 2010 tinha PMDB, PT, PDT, PR e PCdoB. Esses partidos tiveram juntos mais de 2 milhões de votos (40%), mas depois do pleito cada sigla tomou um rumo diferente, especialmente no Paraná, onde o PMDB aderiu de mala e cuia à gestão tucana. PSDB, DEM, PP, PPS e PRB estavam na outra coligação, que fez 30% dos votos válidos. Na época, PSC e PSB saíram sozinhos, mas para 2014 tentarão uma política de alianças. Ratinho Júnior pode desfalcar o PSC se for mesmo colocado na vice de Beto Richa (PSDB).
A surpresa virá de alguns puxadores de votos interessados em adotar táticas conservadoras. É o caso do Partido Progressista, por exemplo, cuja opção é lançar Ricardo Barros para deputado federal e Cida Borghetti para estadual. A dobradinha foi realizada em 2002 e 2006, quando Cida obteve mais de 60 mil votos para a AL e Barros foi eleito federal. Em 2010, quando ele disputou o Senado ao lado de Beto, Cida juntou o capital eleitoral de ambos e ganhou uma cadeira em Brasília, com 147 mil votos. Não está fechado, mas é a tendência, dise Cida para a FOLHA.
O PSDB aposta numa chapa vitaminada de federais, com o retorno de Francischini (PEN) e a adesão de Edson Casagrande (PSB), hoje secretário de Estado de Assuntos Estratégicos. Valdir Rossoni deseja trocar a AL pela Câmara Federal, mas vai decidir só na última hora. Antes quer saber se a carona de Beto Richa vai garantir os votos necessários. Um fator que pode impedir isso é a lotação dessa garupa, já que para garantir o apoio na majoritária, onde coligações significam minutos na tevê, o PSDB deverá ceder a algumas siglas na proporcional. A primeira da fila é o PSD de Eduardo Sciarra, detentora de 36 prefeituras.
Ex-prefeitos
O PMDB também quer coligar com os tucanos na proporcional, mas a ideia assusta os estaduais do PSDB. Os peemedebistas prometem lançar candidatos os ex-prefeitos da sigla. Em 2008, o partido tinha 138 prefeituras, reduzidas para 56 ano passado. Só nessa diferença há 82 potenciais candidatos, o que intimida os aliados. Na chapa de federais do PMDB deve estar o senador Sérgio Souza (suplente da petista Gleisi Hoffmann), enquanto a candidatura de Odílio Balbinotti (Maringá) depende de confirmação.
Também é uma dúvida qual destino Marcel Micheletto, filho de Moacir, político do PMDB falecido ano passado, dará ao capital político do pai (121 mil votos em 2010 para a Câmara Federal). Marcel hoje é prefeito de Assis Chateaubriand. Ainda nos bastidores, tem gente dentro do PMDB especulando que Orlando Pessuti seria candidato a deputado estadual, caso não consiga viabilizar a majoritária. No PT, a novidade ficará pelo grupo mais à esquerda da sigla, conhecido como Democracia Socialista (DS).
Expoente da DS no Paraná, existe a chance do Dr. Rosinha (PT) disputar a primeira eleição aberta do ParlaSul. Depende da aprovação do Congresso, mas há grandes chances do projeto que regulamenta a eleição ser aprovado até o final do ano. Se isso não acontecer, o Brasil perderia a representação no parlamento, exlica Rosinha. A opção é Marlei Fernandes, presidente da APP-Sindicato, pois o Professor Lemos vai para a reeleição na AL. A votação para o ParlaSul seria realizada junto com as demais em 2014.


