A corrida às pessoas físicas e jurídicas para arrecadar recursos de campanha começou. Ontem terminou o prazo da legislação eleitoral para os partidos constituírem seus comitês financeiros.
O PT já distribuiu entre os candidatos dois mil cofrinhos para arrecadação de moedas. ‘‘Mas ninguém tem ilusão de que os cofrinhos vão significar muito dinheiro’’, assume Elton Luiz Barz, do comitê do PT. Segundo ele, a arrecadação da campanha já apresenta algum resultado por causa da contribuição dos ocupantes de cargos políticos e dos militantes, mas contará também com doações de profissionais liberais e de médios empresários. Os gastos do PT com o candidato ao Senado, Nedson Micheleti, estão estimados em R$ 3 milhões.
O PMDB, que tem o primo de Requião, Heitor Wallace, como membro do comitê financeiro, disse ontem não ter detalhes de como será o trabalho de arrecadação de recursos. ‘‘Estamos estudando e vamos trabalhar dentro da lei’’, informou. A campanha de Requião está orçada em R$ 3 milhões.
O presidente do comitê financeiro da campanha do governador Jaime Lerner, Mário Lopes Filho, disse ontem que o carisma de Lerner ‘‘facilita as contribuições espontâneas tanto de pessoas físicas como jurídicas’’. Lerner declarou ao TRE que pretende gastar R$ 5,9 milhões.
O candidato do PSTU, Júlio de Jesus, estimou seus gastos em R$ 200 mil, mas declarou à Folha que pretende gastar, no máximo, R$ 10 mil. Até agora, o caixa do partido tem R$ 1 mil. Segundo ele, o estatuto do PSTU proíbe que empresas façam doações à campanha. ‘‘Além do mais, nenhum empresário investiria num partido que propõe redução de jornada sem baixar salário’’, completou. Ele não acredita que o fato de ser desconhecido pela maioria do eleitorado prejudique a captação de recursos. ‘‘Vamos fazer muitas rifas e promoções’’, disse.

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