Partidos fazem apuração paralela
Já está tudo pronto para a apuração paralela. Os partidos políticos que apóiam os dois principais candidatos ao governo concluíram ontem a montagem das salas onde serão acompanhados os votos. O PMDB, de Requião, fez mistério de onde será feita a apuração paralela. Boa parte será feita por telefone com o interior do Estado, cuja votação manual engloba 378 cidades. O ex-presidente da sigla, Milton Buabssi, disse que 500 pessoas estão envolvidas no processo e que a totalização ocorrerá em Curitiba.
Buabssi informou que o partido pretende divulgar parciais hora a hora, para alertar os eleitores de que os resultados das pesquisas de opinião, divulgados às vésperas da eleição, não são verdadeiros e que não devem influenciar na hora do voto. Vamos provar que as pesquisas eleitorais não correspondem a verdade, por isso é que queremos que os nossos fiscais fiquem de olho nos boletos das urnas, o que nos ajudará a fazer um levantamento completo dos números, declarou ele.
O PFL pretende envolver cerca de 1.500 pessoas, entre capital e interior, no trabalho de apuração paralela. Num material distribuído para os coordenadores da campanha do governador Jaime Lerner a apuração paralela deverá ser feita não para adiantar o resultado, mas para confirmar o resultado da eleição majoritária.
A totalização dos votos via computador será no QG eleitoral de Lerner, em Curitiba. A orientação geral é que as pessoas que ajudarão na votação estejam no antigo shopping Garibaldi por volta das 5h30. Os delegados e fiscais, nas cidades onde o voto é informatizado, devem estar nos locais de votação às 7 horas.





