Curitiba - A indefinição do PMDB, que só decide na convenção marcada para 20 de junho sua posição na eleição deste ano, deixa todos os partidos em compasso de espera para definir suas coligações e seus candidatos. O quadro de indefinição só favorece as candidaturas já colocadas, como a do governador Beto Richa (PSDB) e da senadora Gleisi Hoffmann (PT) que, apesar das limitações da legislação, já percorrem o Estado em campanha disfarçada de eventos oficiais.
PSOL, com Bernardo Pilotto, e PHS, com Silvio Barros, são os outros partidos que já anunciaram seus candidatos. Nas demais legendas, muitos nomes despontam, mas todos aguardam uma compreensão melhor do quadro para tomar posição. A candidatura de Requião, por exemplo, abre espaço na coligação de Beto Richa para a indicação do candidato a vice, posição que pode ser atraente, inclusive para o grupo político de Silvio Barros. Já a opção por aliança, ao mesmo tempo que fecha os espaços na coligação do tucano, que já tem o candidato ao Senado garantido (Alvaro Dias), abre espaço para que outras forças políticas tentem apresentar-se como terceira via na eleição.
De olho neste espaço apresentam-se pelo menos outros três pré-candidatos: Rubens Bueno (PPS), Joel Malucelli (PSD) e Rosane Ferreira (PV). "Essas semanas que antecedem as convenções são para isso mesmo: para análises de quadro e conversas internas e com os demais partidos. Não temos candidatura colocada, mas estamos atentos ao quadro e analisando as alternativas. Tem uma meia dúzia de partidos na mesma situação", argumentou Rubens Bueno (PPS).
"Temos duas candidaturas fortes confirmadas e uma terceira possível. Claro que sem essa terceira abre espaço para uma candidatura alternativa. Mas, mesmo que o PMDB lance candidato, isso não é descartado. Vamos analisar a rejeição dos candidatos e ver se não há espaço para, no caso, uma quarta via", ponderou.
"A candidatura ou não do Requião não influencia a decisão do PV, influencia a de todos os outros partidos. Todo mundo terá que sentar e avaliar como fica o quadro com ou sem o PMDB no jogo", disse Rosane Ferreira, que diz ser pré-candidata para colocar as pautas do PV no debate e retribuir o que o partido já fez por ela. "Quando fui eleita deputada estadual em 2006 e deputada federal, em 2010, o PV tinha candidato a governador e isso foi muito importante. Não só pelos votos de legenda, que sempre aumentam quando se tem candidato próprio, mas pelo fato de o nome do partido, as ideias do partido estarem sendo expostas nos debates", defendeu.

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