Pela terceira eleição consecutiva, representantes de partidos políticos e a Justiça de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) firmaram um acordo para evitar a pintura de muros com nomes de candidatos. O objetivo é impedir a poluição visual no município. A legislação permite a veiculação de propaganda através de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições em bens particulares, desde que haja autorização.
‘‘Muro não vota e além do mais, com o acordo, não fica aquela briga por espaço’’, argumentou o coordenador de campanha do candidato Sérgio Kummel (PSDB), Reinaldo Soares de Souza. O acordo também reúne o PTB, o PPB e o PMDB e PFL.
O coordenador da campanha de Sandra Lúcia Graça (PTB), Fortunato Graça Júnior, irmão da candidata, disse que os partidos também querem evitar o ‘‘mercado da pintura do muro’’. ‘‘De modo geral, pouca gente permite a pintura espontaneamente. A maioria faz pelo dinheiro, o que caracteriza uma espécie de compra’’, justificou.
Em Curitiba, a 2ª Zona Eleitoral registrou dois casos de pintura de propaganda nos muros, sem autorização. O analista judiciário Mauri Tomé explicou que a Justiça primeiro verifica a denúncia e, se procedente, notifica o candidato para que ele retire a publicidade em 48 horas. ‘‘Se o candidato não retirar, aí vira processo e ele está sujeito a uma alta multa, que varia de 5 mil a 15 mil Ufirs’’. Ou seja, o candidato terá de desembolsar entre R$ 4,8 mil a R$ 14,4 mil.

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