Se não é o mesmo para todos os partidos e coligações, o tempo para propaganda eleitoral no rádio e na TV também está longe de ser consenso em relação à utilidade que ele terá, na quantidade disponibilizada, para os candidatos. A reportagem conversou com representantes do PSTU e da coligação ''União Pelo Paraná'', os quais detêm, respectivamente, o menor e o maior tempo para exibição da propaganda eleitoral da proporcional.

Para o coordenador de campanha do PSTU, Marcello Locatelli Barbato, os três candidatos a deputado estadual do partido utilizarão os 26 segundos e 15 centésimos na totalidade - cada um em um dia de propaganda. O mesmo será feito com a única candidata a deputada federal, que terá para si os 41 segundos e 67 centésimos. Na avaliação do coordenador, o formato estabelecido pela Justiça Eleitoral para a distribuição do tempo - sem a concessão de tempo adicional a partidos com representação na Câmara Federal, como o PSTU - é prejudicial ao conteúdo repassado ao eleitor.

''Para nós esse (critério da representatividade) não é um argumento realmente favorável à democracia, mas vamos aproveitar nosso tempo da melhor maneira poossível'', disse Barbato, para quem ''é justamente mais tempo que nos poderia garantir mais chances de ter a al representatividade''.

Pela coligação ''União pelo Paraná'', uma fonte que preferiu não se identificar disse que o grupo tem cerca de 120 candidatos a deputado estadual e federal para dividirem, igualitariamente, os 8 minutos, 17 segundos e 81 centésimos dos federais, e os 5 minutos, 36 segundos e 33 centésimos dos estaduais. Eles terão quadros de 20 e 30 segundos, em sistema de rodízio. Sobre o tempo para expor propostas, a explicação foi a seguinte: ''Trinta segundos para um horário nobre em rádio e em TV não são pouca coisa, se bem explorados; a coligação vai ser justa, nesse aspecto, com todo mundo''. (J.G.)

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