Partidos devem definir apoios
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segunda-feira, 06 de outubro de 2008
Janaina Garcia<BR>Reportagem Local 
À exceção do deputado federal Barbosa Neto (PDT), terceiro colocado na votação de domingo passado e que já descartou apoio pessoal e partidário aos ex-rivais, os demais concorrentes que ficaram de fora do segundo turno para a Prefeitura de Londrina devem definir até o final desta semana se aderem ou não à campanha de Antonio Belinati (PP) ou Luiz Carlos Hauly (PSDB).
Em votação apertada para a vice-colocação, Hauly ultrapassou o pedetista na apuração de domingo já depois de contabilizados os votos de mais de 97% do total de urnas. O tucano chegou ao segundo turno com 23,61%, ou 63.891 dos votos válidos, contra 22,92% de Barbosa, que conseguiu 62.020 votos válidos - diferença de 1.871 votos. Em relação a Belinati, porém, a vantagem do tucano sobre o ex-prefeito é bem menor: com 36,38% do total apurado, Belinati obteve 98.432 dos votos válidos - 34.541 a mais que Hauly.
Já de Brasília, onde reassume a vaga na Câmara Federal, Barbosa reafirmou que se manterá neutro na segunda etapa da campanha porque discorda dos modelos políticos apresentados pelos dois candidatos. O pedetista também negou que possa haver posicionamento diferente do dele dentro do PDT. ''Não vai haver essa questão no partido - e como presidente (municipal) do PDT, creio que ainda falo por ele.''
Quarto colocado, com 9,08% (24.564 dos votos), Luiz Eduardo Cheida (PMDB) declarou que o posicionamento da sigla será definido somente após uma reunião da Executiva. ''Não vamos ficar de modo algum sem essa resposta.''
Conforme o quinto colocado, André Vargas (PT), com 5,36% -14.506 votos -, uma reunião no próximo sábado deve fechar questão - de neutralidade ou apoio. Indagado se a richa entre PT e PSDB vai influenciar a decisão, Vargas recuou: ''São partidos adversários, mas está em jogo a questão ética, e o passado apareceu com força, nesse aspecto''.
Melhor colocado entre as campanhas mais modestas, Marcos Colli (PV) - 1,25%, ou 3.371 votos - também deixou a decisão para a legenda, até o final desta semana. ''Não seremos neutros: o PV vai abraçar uma das candidaturas, tanto que, indiretamente, já fomos procurados.'' Mais radical, e na sequência da apuração, em sétimo lugar, Vílson Machado, do PSol (0,55%, ou 1.490 votos válidos), também avisou que a decisão sai no final de semana, após reunião do diretório. ''Mas como o PSol tem como princípio a defesa da classe trabalhadora, e um candidato representa o populismo barato, e o outro, o elitismo reformista, vou pessoalmente propor que sejamos oposição aos dois.''
Respectivamente penúltimo e último colocados, com 0,46% (1.235 votos válidos) e 0,40% (1.071 votos), Marcelo Urbaneja (PTdoB) e Amadeu Felipe (PCB), da mesma forma, deixarão eventuais apoios aos partidos. ''Não vou declarar apoio formal a nenhum dos dois. Nenhuma das duas correntes estão no meu rol de alinhamento, ou de afinidade'', destacou Urbaneja. Já Amadeu informou que, apesar de o partido de reunir esta semana para ''tirar uma decisão coletiva'', ''para nós, é uma decisão delicada - temos um conteúdo ideológico mais definido que o deles''.


