Partidos definem membros para a CPI dos Grampos
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quarta-feira, 09 de fevereiro de 2011
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As lideranças dos partidos e blocos da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná devem definir, nos próximos dias, os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar o viés político da instalação de aparelhos de escutas telefônicas dentro do prédio do Legislativo estadual. O requerimento que cria a chamada CPI dos Grampos foi recebido ontem pelo presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), mas não há prazo para o início dos trabalhos.
Segundo o deputado Marcelo Rangel (PPS), autor do projeto de resolução da comissão, uma vez instalada a CPI, será enviado um pedido às polícias Civil e Militar para que auxiliem nas investigações. ''Primeiro de tudo precisamos saber se as escutas são, de fato, ilegais. Há uma possibilidade de que não sejam, já que a Assembleia está sendo investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Mas eu acho que eles já teriam se pronuciado.'' Caso as escutas sejam legais, a CPI será extinta por falta de objeto.
Tradicionalmente, quem propõe, no caso Rangel, fica na presidência da comissão. O relator, segundo ele, pode ser indicado pelo presidente ou escolhido por votação entre os 11 membros.
Uma vez instalada, a CPI terá um prazo de 120 dias, prorrogáveis por mais 60, para concluir os trabalhos. O objetivo da investigação é descobrir a autoria dos grampos, mas também a motivação e o uso feito das gravações. O presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Legislativos da Assembleia Legislativa do Paraná (Sindilegis), Edenilson Carlos Ferry, negou que tenha qualquer relação com os grampos encontrados, inclusive, no gabinete da Presidência da Casa.


