Partidos de esquerda vão dominar AL
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quarta-feira, 09 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba A nova correlação de forças na Assembléia Legislativa, a partir do ano que vem, depende diretamente da definição do novo governador do Estado Alvaro Dias (PDT) ou Roberto Requião (PMDB). No entanto, o que fica claro desde já é que o domínio está nas mãos da oposição ao atual governo Jaime Lerner (PFL).
A bancada do PT teve o maior crescimento: saltou de quatro para nove deputados. A partir do próximo ano os petistas serão fundamentais nas decisões do plenário. O que dá, em tese, vantagem para Requião, que conquistou o apoio oficial dos petistas. A bancada do PMDB manteve-se com oito deputados, enquanto a do PPS, que também deve dar sustentação a Requião, subiu de dois para três. No total, num cálculo estimado, Requião teria pelo menos 20 deputados, sem contar os dissidentes de outras legendas.
Somados os eleitos pelos partidos que compõem sua coligação, Alvaro teria 14 parlamentares a seu lado. Mas terão peso ainda os deputados de partidos como o PSDB e o PFL, que por enquanto não anunciaram apoio formal a nenhum dos candidatos. Há apenas declarações de apoio isoladas.
Na prática, porém, o real posicionamento nas votações não é determinado somente pelo partido. Ao longo se sua gestão, de quase oito anos, Lerner perdeu apoio: sua base de sustentação caiu de 40 para 31 deputados.
O tamanho das bancadas é decisivo na aprovação ou derrubada de projetos, bem como na criação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).
O analista de pesquisas Bruno Lopes avalia que, antes da escolha do novo governador, não se pode traçar com precisão a correlação de forças na Casa. ''Fica na especulação'', diz. ''Depende ainda dos acordos nacionais. Se o presidente tivesse saído já no primeiro turno, a visão no Estado ficaria mais fácil'', observa.
Na Câmara Federal também houve mudança. Com a renovação de um terço na bancada de 30 deputados em Brasília, a balança também pendeu para o PT, que aumentou sua representação de três para seis deputados. O PMDB manteve-se com seis. O PDT elegeu apenas um deputado federal, enquanto o PTB perdeu um: atualmente são quatro.


