As executivas estaduais do Partido da República (PR) e do Partido Progressista (PP) vão esperar o desenrolar do julgamento da denúncia de corrupção contra os presidentes de seus diretórios municipais em Londrina, os vereadores Orlando Bonilha e Renato Araújo, para verificar se serão tomadas providências.
O presidente estadual do PP, o deputado federal Ricardo Barros, minimizou as acusações. ‘‘Denúncia do MP tem pouco valor para mim, a maioria não dá em nada. Só vamos tomar alguma atitude se houver provocação do diretório municipal’’. Barros reconheceu que a denúncia contra Renato Araújo cria ‘‘desgaste político’’, mas acrescentou que se ‘‘tiver que tomar providência contra todo mundo que é acusado, não sobra ninguém para fazer política’’.
Já o secretário geral do PR, João Barbiero, afirmou que o partido enviou um ofício ao presidente do diretório local, Orlando Bonilha, pedindo explicações. ‘‘Ele deve receber a solicitação segunda-feira. Mas nós não queremos fazer pré-julgamento, a palavra dele é que vai nos embasar. O Bonilha é um companheiro atuante e continua tendo nosso respeito’’.
Segundo Barbiero, se as explicações não convencerem, o partido poderá pedir que o vereador se afaste da presidência, mas com o direito de indicar alguém para assumir temporariamente. Bonilha foi acusado de liderar o esquema de propina na Câmara.
Reunião
A Câmara deve se reunir hoje para deliberar sobre o encaminhamento da primeira representação pedindo abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Henrique Barros. O PMDB já o afastou do partido e abriu processo disciplinar contra ele e Osvaldo Bergamin. Com exceção de Barros, que não falou com a imprensa após a revogação de sua prisão, os outros vereadores negaram as acusações. (F.C.)

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