Partidos da base cobram cargos no segundo escalão
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quinta-feira, 12 de julho de 2007
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - Além da pressão do PMDB pelo preenchimento dos cargos no segundo escalão, o governo assiste agora à rebelião de um grupo nada desprezível de aliados: a trinca PP, PR e PTB, que soma 103 deputados. Na terça-feira, eles ajudaram a oposição a aprovar a modificação na Medida Provisória 372 que permite refinanciamento de dívidas rurais. Graças aos votos desse bloco, foram incluídos entre os beneficiários os produtores rurais inadimplentes. O governo perdeu por 12 votos.
No dia seguinte à votação, o líder do governo na Câmara, José Múcio Monteiro (PTB-PE), traçou um cenário sombrio sobre as insatisfações em seu partido e nos outros dois aliados, em café da manhã com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. As legendas cobram cargos no segundo escalão e liberação de emendas parlamentares. No fim da tarde, o ministro recebeu no Palácio do Planalto os líderes do PR, Luciano Castro (RR), do PP, Mário Negromonte (BA), e do PTB, Jovair Arantes (GO). Segundo um dos participantes, foi uma ''conversa dura'', mas o ministro ''prometeu o céu''.
''Nós temos um peso importante de decisão na Casa e, diferente do PMDB, votamos unidos. Temos compromisso com o presidente Lula e com o programa de governo, mas queremos nossos pleitos atendidos para manter a base unida'', disse Castro. Múcio acha isso natural. ''Não é chantagem. São pleitos legítimos de partidos aliados'', defendeu.


