Partidos criticam mudanças na lei eleitoral para 2002
Patrícia Zanin
De Londrina
Para representantes de partidos paranaenses que integram siglas que serão prejudicadas pela decisão do Senado de reduzir drasticamente o horário eleitoral gratuito de rádio e TV na próxima campanha presidencial, a medida é antidemocrática e casuística. Essas regras têm endereço certo. Só falta botar a foto do Ciro Gomes, reagiu o presidente estadual do PPS, deputado Rubens Bueno. O PPS, que deve lançar o ex-governador e ex-ministro à Presidência em 2002, será um dos mais atingidos.
Bueno disse que a tentativa de mudar as regras é casuísmo de quem pretende se manter no poder. Na opinião do dirigente, a Câmara dos Deputados não deve referendar o projeto aprovado pelo Senado. Mas se aprovar, o Supremo Tribunal Federal não vai aceitar, aposta.
O secretário-geral do PCdoB do Paraná, ex-deputado Ricardo Gomyde, também acredita que a Câmara rejeitará o projeto. É o nosso alento, classificou. Ele disse que a medida foi mais uma do pacote anti-democrático da reforma política debatida no Senado. Já acabaram com as coligações na proporcional e vão acabar reduzindo o número de partidos para cinco ou seis, mas as medidas não vão encontrar eco entre os deputados, acredita.
Pela lei aprovada anteontem, a parcela do tempo do horário gratuito, dividida igualitariamente entre todos os partidos que lançam candidatos cai de 1/3 do total para 1/10. Também antecipa a vigência da cláusula de barreira de 2006 para a data em que a lei for sancionada. Os partidos que não atingirem 5% ficam sem representação.





