Partidos brigam por cargo em chapa da AL
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quarta-feira, 27 de novembro de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O cargo de primeiro secretário na chapa encabeçada por Hermas Brandão (PSDB), presidente da Assembléia Legislativa e candidato à reeleição, é o principal alvo de disputa entre os partidos que buscam integrar a chapa. Depois da presidência, a primeira secretaria é o cargo que mais dá poder na mesa executiva.
A tendência seria que o PT ou o PMDB, o dono da maior bancada e o partido do governador eleito, respectivamente, ficassem com o cargo. Mas o atual dono da vaga, Valdir Rossoni (PTB), que apoiou o candidato derrotado ao governo, senador Alvaro Dias (PDT), quer permanecer onde está. Extra-oficialmente, também estariam de olho na vaga o ex-presidente da Casa Nelson Justus (PFL), agora aliado de Requião; o deputado eleito Dobrandino da Silva (PMDB) e o PT, ainda sem nome definido.
Brandão, aliado do governador eleito Roberto Requião (PMDB), diz apenas que tudo caminha para uma composição, mas que a chapa não está definida. ''Tem mais de 60 dias, sobra tempo'', disse. A eleição está marcada para o dia 1º de fevereiro.
O deputado Caíto Quintana (PMDB), articulador político de Requião, enfrenta o desafio de garantir uma boa posição para o PMDB na chapa, que tem nove cargos: presidente, três vices e cinco secretários. Quintana garante que seu partido não será mero espectador do processo.
A formação da base de apoio do governador eleito, aliás, passa pela eleição da mesa. E o PDT já decidiu que vai apoiar Brandão, o que abre caminho para uma composição futura com Requião. O deputado José Maria Ferreira (PDT) disse que o PDT espera ter um lugar na mesa, com ou sem o compromisso de dar sustentação a Requião a partir do ano que vem. Mas não vê constrangimento em vir a apoiar o governador peemedebista. Segundo Ferreira, esse assunto ainda não foi levado a Alvaro Dias.


