Partidos brigam e atrasam processo contra governador
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quinta-feira, 29 de maio de 1997
Agência Folha 
FLORIANÓPOLIS - A Assembléia Legislativa de Santa Catarina vive um impasse que a impede, há mais de uma semana, de instalar a Comissão Especial que examinará os pedidos de impeachment do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) e a defesa do chefe do Executivo às acusações que sofre. A comissão, que poderia ter sido instalada desde quarta-feira da semana passada - dia da leitura dos pedidos de impeachment no plenário da Assembléia -, está esbarrando em uma divergência sobre a representação proporcional dos partidos que a comporão.
O PFL, o PDT e o PSDB brigam por duas vagas na comissão, que terá oito membros, o correspondente a um quinto dos deputados da Assembléia, que são em número de 40. O PMDB e o PPB, cujas bancadas são compostas por 11 deputados, têm direito a indicar dois membros, cada, para a comissão. O PFL, que possui oito deputados, entende, baseado no regimento interno, que a proporcionalidade também assegura duas vagas ao partido na comissão. Nesse caso, como o PT, com uma bancada de seis deputados, vai indicar um nome para integrar a comissão, restaria apenas uma vaga, o que alijaria o PDT ou o PSDB de participação.
Os deputados que se opõem à posição do PFL argumentam que todos os seis partidos com bancada na Assembléia têm de estar representados na comissão, o que se tornaria possível se apenas um pefelista a integrasse. O líder do PFL, Onofre Agostini, disse que o seu partido não abre mão de duas vagas.


