Curitiba A composição das cinco Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembléia Legislativa atrasou pelo menos um dia. As indicações dos membros de cada CPI que deveriam ter sido feitas ontem pelos líderes dos partidos ficou para hoje. O presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB), marcou reunião hoje, às 11 horas, quando devem ser definidos todos os nomes.
A tônica da reunião prevista para esta manhã será os postos-chaves nas comissões: presidência e relatorias. Ao todo, 41 dos 54 parlamentares estarão envolvidos com as investigações, que se concentram sobre a administração do ex-governador Jaime Lerner (PFL). Estão na mira de investigações temas relativos à Copel-Sercomtel, Banestado, Jogos Mundiais da Natureza, pedágio e Paranacidade.
Ontem parte dos nomes foi fornecida à mesa executiva pelos partidos. Pelo que está delineado até agora, o PMDB do governador Roberto Requião deve ficar com a presidência da CPI Copel-Sercomtel, nas mãos da deputada Elza Correia. Além dessa, o partido vai participar ainda das outras quatro comissões: indicou Mario Sérgio Zachesky (o delegado Bradock) e Ademir Bier para a CPI do Banestado; Artagão Júnior para a CPI da Paranacidade; na comissão dos Jogos da Natureza fica Dobrandino da Silva; e Alexandre Khury com o pedágio.
O PT, partido com a maior bancada na Casa, com nove deputados, pode ficar com a relatoria na CPI Copel-Sercomtel. Um nome cotado é Tadeu Veneri. O PT esteve reunido ontem pela manhã para discutir as indicações. ''Os nomes não são definitivos ainda. Isso terá que ser discutido dentro das comissões, que precisam aprovar os indicados'', observou Luciana Rafagnin, líder da bancada petista. O PT vai participar das cinco CPIs com os deputados Padre Paulo Campos, Pedro Ivo Ilkiv, Luciana, Elton Welter e André Vargas.
Entre as outras bancadas, José Maria Ferreira, do PDT, deve presidir a Paranacidade. Carlos Massa Júnior, o Ratinho Júnior (PSB), acredita que ficará com a relatoria da CPI dos Jogos Mundiais da Natureza.
A oposição vai participar de todas as comissões promete o líder do bloco, Durval Amaral (PFL). ''Não podemos ser omissos. Não vamos dar esse discurso para a situação, de que as CPIs não saíram por causa da oposição'', disse Amaral. ''Mas vamos deixar o ônus para o governo'', alfinetou o pefelista, acrescentando que cinco CPIs simultâneas o máximo permitido pelo Regimento Interno ''vão acabar frustrando o público''.

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