Partidos apelam para o escambo
Arquivo FolhaRequiãoCampanha orçada em R$ 3 mi
Arquivo FolhaLernerGasto previsto de R$ 5,9 miEscambo e trabalho voluntário têm sido as armas usadas por alguns partidos políticos do Estado neste início de campanha eleitoral. O PT está conseguindo rodar material de gráfica e até mesmo imprimir camisetas graças ao que o representante do comitê financeiro, Elton Luiz Barz, chama de uma espécie de escambo. Pelo menos nesse começo tem sido assim. O pessoal não tem dinheiro, mas topa rodar material, fornecer camiseta e a gente transforma as trocas em dinheiro para emitir o recibo, como manda a lei.
Barz acredita que o início do horário eleitoral gratuito irá facilitar a obtenção de recursos. Acho que vai deslanchar, mas, por enquanto, vamos driblando as dificuldades, usando recursos do fundo partidário e recorrendo aos amigos, conforma-se. Ele lembra que o PT tem fama de ser bom pagador de conta e isso conta pontos. E isso a gente tem provado ao longo dos anos porque trabalhamos com o pé no chão.
O secretário-geral do PMDB, José Maria Correia, diz que, por enquanto, o partido dispõe de poucos recursos. Ele não sabe dizer quanto já foi arrecadado, mas afirma que o PMDB conta com uma grande equipe de voluntários. Só a equipe jurídica reúne vinte advogados. Todos voluntários e de renome no Paraná. Se fôssemos contratar, não teríamos como pagar, explica.
Ele cita ainda a contribuição de filiados e simpatizantes. Um cede um automóvel, o outro empresta telefone e cada um colabora com o que pode, garante. O dirigente diz, porém, que a equipe tem se esforçado para buscar os meios necessários para a campanha do senador Roberto Requião ao governo do Estado. Ele costuma trabalhar com recursos mínimos.
Quanto à estrutura do programa de televisão, Correia disse que o PMDB já tem um estúdio muito bem montado, com equipamento digital, de última geração. A produção dos programas de TV costuma ser o investimento mais alto das campanhas. Requião declarou ao TRE que pretende gastar R$ 3 milhões na campanha eleitoral.
O presidente do comitê financeiro da campanha do governador Jaime Lerner (PFL), Mário Lopes Filho, aposta que a campanha vai deslanchar financeiramente a partir do horário gratuito. Ele também não revela o montante já arrecadado. É uma quantia pequena ainda e agora estamos abrindo a conta corrente, como manda a lei, explicou.
Ele diz que a campanha não será cara, embora Lerner tenha registrado a previsão de maior gasto entre os quatro candidatos ao governo - R$ 5,9 milhões. A campanha já tem tido a colaboração dos amigos, que, de uma maneira ou de outra participam e ajudam financeiramente, explica Mário Lopes. (P.Z)





