Partidos aliados cobram fidelidade do governo
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terça-feira, 01 de julho de 2003
Agência Estado 
Brasília- Depois das reclamações do PL, das queixas de maus tratos feitas pelo PSB e dos protestos do PTB, que ameaça voltar-se contra o Planalto caso as emendas da bancada ao Orçamento de 2004 não sejam atendidas, os aliados mais fiéis fizeram as contas. ''Queremos pelo menos R$ 500 milhões para acalmar a turma, bancando as emendas dos parlamentares da base aliada'', resume o vice-líder do governo na Câmara, deputado professor Luizinho (PT-SP).
O drama é que ainda não existe a garantia de liberação de um único centavo. Pior, os próprios governistas não têm a esperança de contar com qualquer recurso antes de setembro, quando a votação das reformas previdenciária e tributária no plenário da Câmara está prevista para agosto. ''Isto ainda vai dar uma briga boa dentro do governo'', avalia o professor Luizinho, que conta especialmente com a ajuda de setores do governo egressos do Congresso como o ministro da Casa Civil, José Dirceu, que conhecem bem as demandas e a capacidade de pressão do Parlamento.
Apesar de o ministério da Fazenda já ter anunciado a liberação de R$ 5,5 bilhões, os líderes governistas no Congresso avaliam que praticamente todo este montante está destinado a financiar novos projetos do próprio governo, como os programas de incentivo ao primeiro emprego e do microcrédito, para pequenos empresários.


