Partidos adotam cautela com relação a denunciados
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quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Andreza Matais<br> Folhapress 
Brasília - A maioria dos partidos com parlamentares envolvidos no esquema dos sanguessugas adotou a cautela diante da divulgação do relatório parcial da CPI. Apenas o PFL anunciou que deve expulsar os sete deputados que aparecem na lista da comissão como beneficiários do esquema. A direção do PFL anunciou que serão abertos processos contra os citados e o caminho mais provável é que sejam expulsos da legenda. Neste caso, não poderão disputar as eleições de outubro.
Partido com o maior número de denunciados, o PL anunciou que vai aguardar o fim das investigações pelo Congresso para decidir o que fazer. No total, 18 parlamentares do PL estão envolvidos no esquema, segundo a CPI.
O PTB - com 16 nomes - também vai aguardar o Conselho de Ética da Câmara avaliar se houve envolvimento dos seus quadros. O PP vai esperar mais um pouco. Só punirá os parlamentares depois da conclusão dos processos na Justiça. O partido tem 13 envolvidos.
O PSB, com quatro na lista dos denunciados, abriu processo interno contra os envolvidos. O presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, determinou urgência ao Conselho de Ética da legenda na análise dos casos, mas orientou que os acusados tenham amplo direito de defesa.
No PT não há decisão sobre o destino dos dois parlamentares envolvidos. O partido anunciou que vai analisar caso a caso. O PSDB já havia expulsado o deputado Paulo Feijó (RJ) de seus quadros. Os outros três que estavam sendo investigados foram absolvidos pela CPI. O PPS, que suspendeu o deputado Fernando Estima (SP), anunciou que ele poderá retornar à legenda já que foi absolvido pela comissão.
A assessoria do PRB informou que os dois envolvidos já perderam a legenda e não poderão disputar as eleições de outubro. No PSC o assunto será discutido na próxima semana. O presidente, Vitor Nósseis, disse que enquanto o julgamento não for concluído, o partido não tomará uma decisão.


