Partido quer fechar diretórios
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domingo, 13 de abril de 1997
Leandro Donatti Sucursal de Curitiba 
A direção estadual do PPB quer acabar com os diretórios laranja, criados no afogadilho para atender às eleições municipais do ano passado. Hoje, às 11 horas, a executiva provisória se reúne em Curitiba para analisar uma lista com cerca de 50 municípios que podem ter seus comandos locais dissolvidos. Atualmente, o partido está instalado em 350 municípios. Desses, 250 são comissões provisórias.
O presidente regional, ex-ministro Borges da Silveira, reluta em revelar os municípios, mas afirma que não medirá esforços para a limpeza. É melhor termos poucos diretórios, mas com qualidade, alega. Para ele, a presença nos municípios pode ser suprida por um comando regional, desde que forte e bem organizado.
Na mira do PPB estão as direções municipais que tiveram um pálido desempenho eleitoral em 96 e que foram criadas exclusivamente para amparar e favorecer determinados candidatos locais. Não vou admitir mais que o PPB continue servindo como filial de outras siglas, avisa Borges da Silveira.
O presidente do PPB evita culpar o seu antecessor na presidência, o deputado federal Basílio Villani - filiado hoje no PSDB -, pelo inchaço. Não diria que houve um descontrole, os deputados fizeram o que podiam e criaram diretórios mesmo com poucas condições, desculpou o ex-ministro, justificando que 96 foi um ano atípico, por ser eleitoral.
Além de dissolver, o PPB do Paraná quer reorganizar alguns comandos que estrategicamente não podem ser extintos. São os casos de Campo Mourão - que não teve candidato a vereador no ano passado - e de Umuarama - que, mesmo sem deputados na região, elegeu o prefeito Antonio Fernando Scanavaca. São cidades pólo que não podem ser deixadas de lado, explica.
ConvençãoA indefinição partidária do governador Jaime Lerner e a possível saída do presidente da Assembléia Legislativa, Anibal Khury, do PTB, podem adiar a convenção estadual do PPB, que escolherá o comando definitivo do partido no Estado, para os próximos dois anos. Segundo Silveira, o encontro só deve ocorrer em junho, depois de passadas as especulações partidárias. O partido está de olho em possíveis sobras na dança que se anuncia.


