Partido pede a retirada de Hilda Furacão do ar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de julho de 1998
Silvana de Freitas Agência Folha 
O Partido Social Democrático (PSD) está tentando suspender, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a veiculação no Rio de Janeiro da minissérie Hilda Furacão, pela TV Globo, sob argumento de referência ilegal ao Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Pela Lei Eleitoral, as emissoras de televisão estão proibidas, desde 1º de julho, de veicular filmes, novelas, minisséries e demais programas que façam alusão ou crítica a candidato ou partido político. O PSD integra a coligação de apoio à candidatura do presidente Fernando Henrique Cardoso, juntamente com o PSDB, PFL, PPB e PTB.
O PCB participa da coligação que apóia Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao lado do PDT, PSB e PC do B. Segundo o PSD, a exaltação (da minissérie) pode levar o eleitorado a confundir o PCB do romance com o atual PCB, que participa da eleição de 1998. A minissérie Hilda Furacão faz referência ao antigo Partido Comunista Brasileiro, que atuava clandestinamente na década de 60, a época retratada no programa.
Para os próximos capítulos, está sendo programada a encenação de uma reunião do PCB com toda a galhardia de uma reunião política, com faixas, cartazes e símbolos, afirma o PSD.


