A direção estadual do PT lançou ontem apólice ‘‘oPTei Seguros’’ para os filiados e simpatizantes do partido em São Paulo. O seguro será administrado pela corretora Correnti, ligada à associação de funcionários do Banco do Brasil, e as apólices estarão garantidas por um pool de três empresas: Vera Cruz, Sul América e Porto Seguro. O partido entrará apenas com a marca e o banco de dados de seus filiados. Em troca, vai receber 20% sobre a comercialização do produto.
Pelos cálculos do diretório municipal e da Correnti, o produto pode ser adquirido, entre simpatizantes e filiados, por 1 milhão de pessoas. Em dois anos essas vendas poderiam produzir um faturamento mensal de R$ 1,5 milhão, o que significaria um rendimento de R$ 300 mil para o PT estadual. A venda do produto é vista por alguns como um passo para a independência financeira do partido.
Mais cauteloso, o presidente do diretório paulista, Antônio Palocci, lembra que o partido tem apenas 160 mil filiados em São Paulo e acha qualquer previsão arriscada. ‘‘Vamos criar um produto com a credibilidade do PT, mas é difícil prever quanto será arrecadado’’, avalia.

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