Partido busca de apoios estaduais
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - Concluída a ação da cúpula do PMDB, que conseguiu fechar aliança com o PT e garantir a vaga de vice na chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, começa agora o trabalho para convencer ''as bases'' e aprovar a coligação na convenção nacional do partido, em junho do ano que vem. Embora os peemedebistas favoráveis a Dilma garantam que terão maioria para formalizar o acordo, em alguns Estados com grande peso na convenção ainda há problemas a resolver entre PT e PMDB.
Um dos responsáveis pela matemática partidária, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) calcula que, se a convenção fosse hoje, a coligação seria aprovada com cerca de dois terços dos 811 votos, mas reconhece que será preciso ''trabalhar'' alguns Estados problemáticos. ''O problema mais grave é Minas Gerais. Lá, o clima entre PT e PMDB é de guerra. Também temos que resolver a situação no Ceará e no Pará'', diz Cunha. ''Há os Estados que são majoritariamente contra a aliança, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco. Em São Paulo, acredito que a divisão será meio a meio'', acrescenta o deputado.
No PMDB paulista, haverá queda de braço entre os partidários do presidente da Câmara, Michel Temer, provável vice na chapa de Dilma, e do presidente regional do partido, o ex-governador Orestes Quércia, que apoia a candidatura do tucano José Serra, governador paulista, à Presidência da República. Quércia aposta que a coligação com o PT não será aprovada na convenção, por causa das desavenças entre os dois partidos em muitos Estados. O peso de cada Estado na convenção é definido pelo número de deputados federais do partido.
O presidente do PMDB de Santa Catarina, ex-governador e pré-candidato ao governo, Eduardo Moreira, aliado do PSDB, diz que o acordo firmado esta semana ''atende a cúpula do partido, mas não os parlamentares e os Estados''.''Neste momento, no PMDB, há mais votos a favor da aliança com o PT, mas não continuará assim no ano que vem. Há uma insatisfação com a forma como a aliança foi resolvida'', afirma o dirigente. Os convencionais de Santa Catarina votarão contra a aliança com Dilma, segundo Moreira.
Integrantes do PMDB oposicionista marcaram para 21 de novembro, em Curitiba, um encontro do partido para discutir as eleições de 2010.


