Partido analisa caso de Londrina
A executiva estadual do PFL vai analisar nos próximos dias a condição colocada pelo prefeito de Londrina, Antonio Belinati, para ingressar no partido. O presidente estadual do PFL, ex-governador João Elísio Ferraz de Campos, disse ontem em Curitiba que a dissolução do diretório de Londrina, hoje comandado pelo secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Alex Canziani, depende de uma decisão conjunta da direção partidária.
‘‘Não depende de mim, mas da executiva estadual’’. O dirigente acha ‘‘natural’’ uma recomposição. ‘‘O diretório de Londrina foi constituído quando o Belinati ainda não estava filiado. Queremos que ele venha para o partido, mas que também traga diversas lideranças políticas’’. João Elísio repetiu diversas vezes que, por enquanto, tem apenas um posicionamento pessoal.
‘‘O Belinati é uma liderança de peso, que já foi três vezes prefeito. Seria o mesmo que não promovermos mudanças no PFL com o ingresso do governador’’, disse João Elísio, que pretendia falar ainda ontem com o prefeito. Ele fez o convite a Belinati há cerca de quatro semanas, durante reunião fechada no Palácio Iguaçu.
Com o comando municipal sob ameaça, Canziani reiterou ontem à tarde que vai fazer de tudo para manter-se no poder. ‘‘O prefeito Antonio Belinati é bem-vindo. Mas existe uma deliberação do comando municipal mantendo o nosso mandato (iniciado em março, com duração de três anos)’.
O vice-presidente do diretório municipal, Iwao Miyamoto, reforçou o argumento. Ele lembrou que o PFL municipal fez o convite para Belinati ingressar na sigla no início do ano e a proposta está mantida. O vereador Carlos Santa Rosa também quer ver Belinati no PFL. ‘‘Seria uma grande conquista, mas é importante manter o diretório como estᒒ. Posição semelhante tem o vereador Adalberto Pereira da Silva. ‘‘O craque entra, mas o time não se desmancha’’, comparou. (L.D. e P.Z.)

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