Partido abre processo contra Jamil Janene
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domingo, 15 de junho de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A executiva municipal do PMDB determinou a instauração de processo na Comissão de Ética para apurar ''possíveis responsabilidades'' do vereador Jamil Janene - que teve afastamento requerido pelo Ministério Público na última sexta-feira, junto com o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), o corregedor Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), o líder do executivo Gláudio Renato de Lima (PT) e o vereador afastado Flávio Vedoato (PSC). Os cinco foram acusados de participar de esquema de cobrança de propina no caso conhecido como ''lista do Caldarelli''.
Além da abertura de processo, o PMDB afastou Jamil Janene ''preventivamente'' de suas funções na executiva municipal e na liderança do partido na Câmara Municipal. Em nota oficial assinada pelo presidente do diretório local, Luis Eduardo Cheida, o PMDB declarou apoio às investigações promovidas pelo Ministério Público no legislativo londrinense. A FOLHA não conseguiu contato ontem com o vereador Jamil Janene.
O presidente da executiva municipal do PTB, Paulo Renato de Carvalho, declarou que o partido está aguardando resposta aos pedidos de explicação já formulados aos vereadores Sidney de Souza e Luiz Carlos Tamarozzi. O PTB fez a solicitação quando os parlamentares foram citados nos depoimentos do ex-vereador Orlando Bonilha (PR) ao Ministério Público, na semana retrasada. Diante das ações apresentadas à Justiça na última sexta-feira, Carvalho afirmou que o PTB deve ''acelerar'' a cobrança por explicações.
Já o diretório municipal do PT encarou com ''naturalidade'' o envolvimento do vereador Gláudio Renato de Lima. ''Há muita informação desencontrada nesse processo'', alegou o presidente da executiva, Sidnei Santos da Silva. Ele insinuou que o MP confere tratamento ''diferente para uns e para outros''.'Enquanto o juiz não decretar nada oficialmente, vamos aguardar'', disse.
O clima na Câmara Municipal no final da tarde de sexta-feira, após o pedido de afastamento levado pelo MP ao juiz da 1 Vara Cível, Mauro Ticianeli, foi marcado pela apreensão. Não há prazo definido para um despacho do juiz, mas a expectativa é que a decisão saia nesta semana - possivelmente até quarta-feira.
O 'caso Caldarelli' já levou Ticianeli a decretar afastamento dos vereadores Osvaldo Bergamin (sem partido) e Renato Araújo (PP), no início de abril. Também são citados no processo, por recebimento de propina, os ex-vereadores Orlando Bonilha e Henrique Barros. Em troca do pagamento, o empresário Marcelo Caldarelli recebeu em doação um terreno público, de 3.200 metros quadrados, às margens do Lago Igapó 1. Com exceção de Bonilha, que foi cassado pela Câmara, os envolvidos as negam irregularidades.


