Curitiba - O PT do Paraná ainda não sabe se vai ou não ser governo. Neste sábado, o diretório estadual do partido se reúne no Hotel Lancaster, em Curitiba, para acabar com o impasse e decidir se vai integrar o secretariado do governador eleito Roberto Requião (PMDB). Parte do partido está empolgada com os convites feitos a petistas que o PMDB tem deixado vazar à imprensa. Porém, há outra ala descontente com o tratamento que vem sendo dispensado pelo PMDB, companheiro de campanha no segundo turno.
O motivo da discórdia é a forma como vem sendo conduzido o processo de formação da equipe do novo governo. Em vez de convites ao PT, Requião tem feito convites a integrantes do PT, o que tem irritado alguns petistas mais engajados. O deputado estadual reeleito Angelo Vanhoni; o vereador de Curitiba e deputado federal eleito Jorge Samek; e o candidato derrotado do PT ao governo, deputado federal Padre Roque Zimmermann, todos petistas, já foram sondados para assumir cargos. Os convites, no entanto, foram pessoais.
Questões menores, pertinentes a forma de administrar, também estão deixando desconfortável a negociação entre petistas e peemedebistas. A mesma ala que não concorda com os convites pessoais está furiosa com a possibilidade, por exemplo, de fusão das secretarias de Estado do Trabalho e Relações de Emprego com a da Criança e Assuntos da Família, tese já aventada em reuniões da equipe de transição nomeada por Requião. A nova pasta, que passaria a se chamar de Secretaria de Estado do Trabalho e da Assistência Social, já estaria confiada a Padre Roque.

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