Parte dos petistas é fiel a Requião
Curitiba - Foi justamente um desentendimento dentro da base aliada sobre qual partido deveria assumir a presidência da CCJ que afastou o PT do PMDB no início do ano. Com nove deputados, a bancada petista poderia diminuir a maioria governista na Assembléia, mas parte de seus integrantes ainda permanece fiel ao governo. Além disso, não há uma articulação com o PPS, que recentemente também declarou-se independente do Palácio Iguaçu, nem com outros parlamentares isolados que afirmam não estarem perfilados nem com o governo nem com a oposição.
''Não há como falar em um bloco independente, porque falta uma unidade de interesses entre os grupos. No caso do PT, nós temos nossa própria agenda, e especialmente no segundo semestre ela deve estar atribulada. Vamos ter que defender o partido das críticas que estamos recebendo, porque em vez de serem direcionadas aos suspostos envolvidos nos esquemas de corrupção, elas estão sendo voltadas para o PT e atingindo todos os filiados'', afirmou o líder do PT na Assembléia, Tadeu Veneri.
O líder do PT convocou uma reunião com os demais deputados amanhã para discutir o posicionamento da bancada. ''Temos que ter unidade. Acredito que em alguns casos vamos votar com o governo por concordarmos com os projetos, mas em outros, como a autarquização da Emater, entendo que devemos fechar questão contra o Palácio'', argumentou Veneri.
Apesar de admitir que a bancada governista deve perder alguns membros no segundo semestre, o líder do governo Dobrandino da Silva (PMDB) acredita que Requião deve manter a maioria dos votos na Assembléia até o final de 2006. ''Mesmo com a saída do PT e do PPS, ainda devemos ter os votos necessários. Além disso, até outubro muitos deputados devem trocar de partido para escolher a legenda pela qual vão disputar as eleições do ano que vem. E eu acho que alguns devem vir para o PMDB'', destacou Dobrandino. (R.S.)





