A bancada federal do PFL que inicia mandato em fevereiro se dividiu na posse de Greca ontem. Abelardo Lupion, Luciano Pizzatto e Werner Wanderer estavam em Brasília, mas não compareceram, em protesto. Joaquim dos Santos não foi localizado pela Folha, mas integra a ala que se sentiu excluída do processo de definição do nome que representará o Estado no segundo mandato do presidente Fernando Henrique. Affonso Camargo Neto, Ivânio Guerra e Valdomiro Meger participaram da posse. Meger assume a cadeira na Câmara graças à nomeação de Greca para o ministério.
‘‘Não foi boicote, foi protesto. Se os deputados não fazem parte do contexto, para que então ir aplaudir?’’, questionava ontem Abelardo Lupion. Descontente com a escolha de Greca, o deputado reclamou da forma como o processo foi conduzido e da postura política que vem sendo adotada pelo recém-ministro. ‘‘Já promovemos dois jantares e ele não compareceu em nenhum. Por educação e companheirismo deveria pelo menos conversar com os seus colegas de bancada. Ele foi eleito deputado como nós’’, declarou. Segundo Lupion, Greca só foi indicado ministro ‘‘porque o PFL bateu pesado’’.
No entendimento dos deputados que integram o grupo aliado que ‘torceu o nariz’ para Greca, o novo ministro deveria usar a bancada para se fortalecer cada vez mais. ‘‘Estamos alijados. Somos agentes do jogo e não peões para serem mexidos a bel prazer de quem quer que seja’’, disse Lupion. O deputado contou que o estopim para a rebelião de parte da bancada federal foi Greca ter convidado de última hora os deputados para a posse.
O mal-estar da bancada federal com Greca vem desde a ida da comitiva paranaense para Salvador, na homenagem preparada pelo senador baiano Antonio Carlos Magalhães (PFL) ao seu filho morto Luis Eduardo. Greca não embarcou no avião fretado para levar os deputados federais e preferiu voar com o presidente estadual do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, o ‘‘Carvalhinho’’.

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