Parte do Congresso aponta fundo para custear o mínimo Liliana Lavoratti Agência Estado De Brasília Setores do Congresso, até mesmo a comissão especial da Câmara que analisa o Fundo de Combate e Erradicação à Miséria, defendem o uso dos recursos do programa, proposto pelo PFL e que poderá dispor de R$ 4 bilhões no segundo semestre deste ano, para custear o reajuste do salário a um valor equivalente a US$ 100, proposta defendida pelo partido. A idéia vem sendo considerada também por integrantes do governo, nos bastidores das negociações. Até agora, a comissão especial e os partidos não conseguiram identificar uma fonte segura para financiar o reajuste do salário mínimo acima dos R$ 150 aceitos pela equipe econômica. As mais de dez alternativas em estudo não sustentam a arrecadação exigida para cobrir os cerca de R$ 3,5 bilhões de aumento nas despesas da Previdência Social, decorrentes das correções do salário mínimo para R$ 177 e de 6% aos demais benefícios previdenciários. A elevação do mínimo atinge 12,5 milhões do total de 18 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência Social e mais 1,5 milhão de idosos e deficientes auxiliados pela Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O uso dos recursos do Fundo de Combate à Pobreza foi sugerido ontem pelo PPS à comissão especial da Câmara, que pretende iniciar as negociações na próxima semana com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), autor da proposta.