O pároco da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Curitiba, Alvaro Cavazzani, deu ontem a sua versão sobre o incidente com o ex-ministro Rafael Greca. Na última quarta-feira, quando é realizada a novena semanal promovida pela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Greca fez panfletagem em frente à igreja, em favor do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). A distribuição de broches em favor da reeleição do prefeito de Curitiba acabou num pesado bate-boca. Um policial militar teve de intervir para acabar com a confusão.
Alvaro Cavazzani diz que não foi com ele que Greca trocou insultos mas com o padre Patrício, da Igreja do Parolin, que estava no confessionário na hora da panfletagem. ‘‘O deputado estava distribuindo material na entrada da igreja e não na calçada. Isso começou a causar tumulto’’, relatou Alavaro Cavazzani em entrevista à Folha ontem. ‘‘O padre Patrício pediu para Greca fazer a panfletagem em outro lugar e daí ele começou a chamar o padre de safado e comunista’’, ressaltou.
O pároco da Perpétuo Socorro disse que em momento algum a igreja fez ou está fazendo campanha em favor de Ângelo Vanhoni, o candidato do PT à prefeitura. Greca teria esbravejado no calor da discussão que era ‘‘muito feio’’ a igreja defender uma ‘‘Curitiba mais gente’’. ‘‘Mais gente’’ é um dos jargões da campanha do petista. ‘‘Não estamos conduzindo para nomes. O que estamos fazendo é orientando o povo para que não se deixe enganar’’, declarou o pároco.
‘‘Voto não se compra. O povo não deve se deixar enganar. Se eles acharam que essa orientação geral é contra o Cassio, então que seja’’, afirmou Cavazzani. Esta não teria sido a primeira vez que Greca criticou o engajamento de setores da Igreja na campanha de Vanhoni.

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