Ramallah, CisjordâniaO Parlamento palestino propôs ontem a realização das eleições nos finais de 2002 e princípios de 2003, um dia depois de o presidente Yasser Arafat ter prometido reformas, sobre as quais Israel não escondeu seu ceticismo.
O Conselho Legislativo palestino, equivalente ao Parlamento, votou uma proposta sobre a organização das eleições municipais de finais de 2002 e de legislativas e presidenciais a princípios de 2003.
Yasser Arafat, eleito presidente da Autoridade Palestina em 1996 com mais de 85% dos votos, é quem deverá aprovar a convocação das eleições. Segundo o Secretaria Palestina de Estatísticas, cerca de 1,6 milhão de palestinos poderão votar.
Em um discurso solene quarta-feira ante o Conselho Legislativo, Arafat prometeu proceder uma reforma da Autoridade Palestina e pediu aos 88 membros do Conselho, eleito em 1996, que preparem ‘‘rapidamente’’ novas eleições.
Mas esta reforma da Autoridade Palestina parece complicada devido à magnitude das perdas que sofrem suas distintas administrações e serviços de segurança, e da corrupção.
Os serviços de segurança, doze, alguns de cujos membros são acusados por Israel de estar implicados em atentados, serão os primeiros afetados pela reforma. Segundo um responsável, ‘‘o debate se refere a várias propostas, como a de agrupar estes serviços sob uma única autoridade ou a criação de dois grandes serviços’’.
Segundo fontes próximas à presidência palestina, ‘‘Estados Unidos, Europa e Israel estão convencidos de que sem uma restruturação radical destes serviços, não haverá nem controle da situação no local nem retomada do processo político’’.
Diversos deputados assinalaram que o Parlamento iniciou imediatamente a elaboração de um projeto de reformas que será analisado por Arafat daqui a alguns dias.
Na Cisjordânia, o exército israelense continuou efetuando breves incursões destinadas a capturar ativistas palestinos.
Um membro da segurança palestina morreu em uma incursão israelense em Ramallah, a primeira que o exército realizada na cidade autônoma desde que suspendeu o cerco a Arafat em 1º de maio.

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