Parlamentares trabalham só até junho
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 1998
Agência Estado 
Arquivo FolhaAuto-elogioACM (centro): Parlamentares mostraram um ótimo trabalho. Em mês de férias, vieram para votar matérias importantesO governo tem até junho para obter do Congresso a regulamentação da reforma. Depois disso, os parlamentares estarão totalmente envolvidos com a campanha eleitoral. Ao abrir a nova sessão legislativa ontem, o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), ao lado do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-BA), deixou claro que o Congresso funcionará somente no primeiro semestre, mas votará o que for necessário.
É hipocrisia querer um trabalho regular do Congresso em agosto e setembro, afirmou Antônio Carlos. Ontem, na instalação das atividades do ano, estavam presentes apenas 32 parlamentares no plenário, entre deputados e senadores. Mas o senador Antônio Carlos ainda viu motivos para elogiar os companheiros. Deputados e senadores mostraram um ótimo trabalho: em mês de férias, vieram todos para votar as matérias da convocação extraordionária; agora a Câmara mostrou que vota proposta de qualquer importância com a rapidez que for necessária, e o Senado também, disse ele.
Antônio Carlos e Temer estão fazendo um levantamento sobre matérias com tramitação adiantada para ver o que é possível votar nos próximos meses. Durante o período extraordinário, o Senado votou a reforma administrativa em primeiro turno, a proposta de novo regime constitucional dos militares e 16 projetos. Restaram a proposta que trata da organização de cooperativas e a regulamentação dos planos de saúde. Estes, Antônio Carlos quer votar imediatamente, com o segundo turno da reforma administrativa.
Da parte da Câmara, o saldo da convocação foram 10 projetos de lei, 21 decretos legislativos e a arrastada reforma previdenciária, votada em primeiro turno. Os deputados iniciam os trabalhos legislativos regulares na primeira semana de março já com uma extensa pauta de destaques oferecidos à reforma previdenciária. Líderes prevêem votá-la em segundo turno no início de abril. Enquanto isso, o presidente da Câmara quer selecionar projetos de interesse social para elaborar uma pauta simpática em ano eleitoral.
Michel Temer disse ontem que a Câmara estará pronta para receber do governo os pleitos de regulamentação das reformas. O governo deverá enviar à Câmara projetos que regulamentam a reforma administrativa, mas praticamente já desistiu de obter este ano a regulamentação de pontos da reforma da Previdência.


