Parlamentares questionam respostas do ministro
Brasília - ''Como ministro, não tenho dúvidas de que o ministro faz a sua parte, mas a influência de seus ex e atuais assessores deixa a desejar em relação a alguns órgãos subordinados ao Ministério da Fazenda'', disse o presidente da CPI, senador Efraim Morais (PFL-PB), referindo-se aos termos usados por Palocci para ''aliviar'' investigados pela comissão. Para o senador Jefferson Peres (PDT-AM), o ministro está numa situação ''muito delicada'' por ser alvo de diversas acusações. ''Porque, quando se ocupa um cargo importante, é preciso repetir o velho ditado da mulher de César e não apenas ser honesto, mas também parecer honesto'', alegou. ''O senhor parece-me cercado por figuras que parecem personagens de um teatro de sombra.''
O líder da minoria no Senado, José Jorge (PFL-PE), questionou-o sobre a nomeação para o ministério de ''pessoas desqualificadas, cujos depoimentos à comissão mostraram que não tinham condições, nem técnica, nem ética para exercerem a função''. Jorge citou entre eles o ex-presidente da Casa da Moeda Manoel Severino, que recebeu dinheiro do chamado ''valerioduto''. Palocci disse que não faria ''juízo de valor'' a respeito de nenhum dos atuais ou ex-auxiliares.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) mostrou desolado-se pelo depoimento do ministro porque, alegou, ''fica difícil assim, temos informações oficiais, gravações autorizadas e que somente são contestadas, sem nada que comprovem seus argumentos''. (R.C. e E.L/AE)





