Curitiba - Além do cargo para a coordenadoria de Londrina, o governo prevê a criação do mesmo cargo para as coordenadorias das regiões metropolitanas de Maringá e Cascavel. A deputada estadual não reeleita Elza Correia (PMDB) foi convidada pelo governador para assumir a coordenadoria de Londrina. Segundo fonte da Sedu, as coordenadorias seriam uma espécie de representação política da região dentro do governo e, por isso, as demais autarquias também devem ser ocupadas por aliados políticos.
Na Assembléia Legislativa, parlamentares de oposição criticam a criação de um cargo de diretor-presidente para as coordenadorias porque afirmam que, além da despesa que a função trará, os projetos para as regiões metropolitanas poderiam ser desenvolvidos pela própria Sedu. O salário mensal do diretor-presidente será de cerca de R$ 12 mil (igual ao salário de um secretário estadual). A criação dos cargos será votada pelos parlamentares, em segunda discussão, na próxima segunda-feira. O líder da oposição, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), vai apresentar uma emenda supressiva à proposta do governo para impedir a criação dos cargos.
A região metropolitana de Maringá, assim como a de Londrina, já está instituída. Outra mensagem do governo enviada à Assembléia que prevê a criação da região metropolitana de Cascavel também é motivo de polêmica na Casa. Quarta-feira, os deputados estaduais Dobrandino da Silva (PMDB) e Reni Pereira (PSB) apresentaram um substitutivo geral ao projeto de lei do governo que institui a região de Cascavel. Pela nova proposta, também fica instituída a região metropolitana de Foz do Iguaçu. Já o deputado estadual Jocelito Canto (PTB) reivindica a instituição da região metropolitana de Ponta Grossa. (C.S.)

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