Parlamentares querem prorrogar investigações
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segunda-feira, 06 de março de 2006
Folhapress 
São Paulo As novas denúncias sobre o suposto mensalão, publicadas na revista ''Veja'' desta semana, gerou pedidos de prorrogação dos trabalhos da CPI dos Correios. Entre as acusações está o envolvimento de 51 dos 81 deputados do PMDB com o esquema. Além disso, a revista também acusa o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, de receber dinheiro para elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-prefeita Marta Suplicy em seu programa de TV. Por último, a revista apontou para a existência de mais uma fonte de recursos para o caixa 2 dos partidos aliados do governo: a usina de Itaipu.
O senador Romeu Tuma (PFL-SP) foi um dos defensores da prorrogação da CPI. ''A gente não pode enfraquecer a possibilidade de aprofundar as investigações. Se já há dados concretos que provam falcatruas em determinadas apurações, que sejam encaminhados ao Ministério Público para abertura de inquéritos relativos a esses procedimentos. E que se dê prorrogação para que se apure o resto que está sob dúvida'', disse.
O sub-relator de fundos de pensão da CPI dos Correios, Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), também defendeu a prorrogação dos trabalhos da comissão por por mais um mês e meio. O prazo maior permitiria, de acordo com ACM Neto, a possibilidade de ampliação da lista de mensaleiros e aprofundar as investigações sobre corretoras e fundos de pensão.
São Paulo A Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional negou ontem, em nota oficial, a denúncia da Revista ''Veja'' de que o diretor-geral da empresa no Brasil, Jorge Samek, teria cobrado propina de US$ 6 milhões (R$ 12,66 milhões, em valores atualizados) para perdoar uma dívida de US$ 200 milhões (R$ 422 milhões) da empresa Voith Siemens. Classificando a reportagem de ''injuriosa'', a nota, assinada pela diretoria da Usina Hidrelétrica Itaipu, informa que ''não houve qualquer favorecimento ou perdão de dívida milionária de US$ 200 milhões à Voith Siemens''.
O comunicado afirma que a estatal não negocia, individualmente, com empresas, uma vez que a decisão sobre obras está a cargo do consórcio Ceitaipú, formado por 16 companhias.
A nota informou ainda que a Hidrelétrica Itaipu Binacional entrará com uma ação na Justiça contra ''Veja'' para a reparação dos danos causados à imagem da empresa e do diretor-geral no Brasil.


