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Londrina

Política

m de leitura Atualizado em 02/03/2022, 22:51

Parlamentares paranaenses saem em defesa da Ucrânia

Senador propõe lei que reconhece genocídio histórico de ucranianos; deputado cobra governo sobre invasão russa

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de março de 2022

Reportagem local
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A invasão da Rússia à Ucrânia, desencadeada semana passada e que vem repercutindo de forma contundente em todo o mundo, tem mobilizado parlamentares paranaenses a saírem em defesa do país atacado - até por conta do contingente de descendentes de ucranianos que vive no Paraná. 

O senador Alvaro Dias (Podemos) apresentou um projeto nesta quarta (3) que tem a finalidade de instituir em lei o reconhecimento oficial, pelo Brasil, do genocídio de ucranianos por meio da fome, o Holodomor. O projeto determina o quarto sábado de novembro como Dia de Memória do Holodomor no Brasil.

“Toda a sociedade ucraniana foi sujeita a uma enorme violência, comprometendo por muitas décadas o difícil processo de construção da identidade nacional. A convicção de que com a fome e morte se tinha alcançado uma vitória definitiva sobre o campesinato foi assumida em diversas ocasiões. Calcula-se que morreram mais de três milhões de pessoas no Holodomor”, afirma Alvaro Dias na justificativa do projeto.

O líder do Podemos explica que a comemoração anual na data proposta já é observada pelo mundo, tanto na Ucrânia quanto por comunidades de ucranianos e seus descendentes vivendo em outros países.

“Os olhos da história, a memória da consciência universal e a inteligência dos povos serão sempre a garantia da proclamação dos direitos humanos e da condenação implacável da brutalidade e da vilania. Tenho plena consciência de que para os ucranianos espalhados pelo mundo - notadamente para os 600 mil descendentes que vivem no Brasil - o presente projeto de lei é uma manifestação basilar à memória das vítimas do Holodomor”, destaca o senador Alvaro Dias. 

REQUERIMENTO

Na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania), na condição de vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa, cobrou nesta quarta (3) do ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, a adoção de medidas no sentido de o Brasil atuar de forma clara e concreta contra a agressão sofrida pelos ucranianos. 

“Diversos países vêm se somando aos esforços internacionais de interromper a invasão sofrida pela Ucrânia, seja atuando ativamente em esforços para o cessar fogo ou tomando medidas concretas, como boicote econômico, além da condenação pública contra as ações do presidente russo Vladimir Putin”, argumentou Bueno.

No requerimento enviado ao ministro, o deputado alerta ainda que relatos de entidades consagradas internacionalmente, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, acusam as tropas do presidente russo Vladimir Putin de cometer crimes de guerra durante a invasão.

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