O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), classificou de "armação" a citação do nome dele como possível beneficiário de recursos desviados pela Valor Construtora. "Repudio completamente a tentativa de envolver meu nome nas investigações da chamada Operação Quadro Negro. Essa tentativa não passa de uma armação política grosseira, que não tem qualquer amparo na verdade", disse, por meio de nota.
Traiano afirmou que não recebeu recurso da empresa na campanha eleitoral. "Não tenho qualquer participação nesse episódio e parece que virou moda, nos últimos tempos, tentar justificar crimes cometidos contra a administração pública imputando responsabilidade a agentes políticos."
A assessoria do deputado estadual Plauto Miró (DEM), primeiro-secretário da AL, também se manifestou por meio de nota, afirmando que "não tem como se manifestar sobre um pretenso depoimento, replicado pela imprensa, em que seu nome é citado num contexto desconhecido a respeito de uma situação que jamais participou". O deputado "espera que as possíveis investigações sejam ágeis, para que a verdade possa imperar em qualquer foro, em qualquer instância e sempre dentro do princípio da legalidade", diz a nota, que chama, ainda, as acusações de "ilações desprovidas de fundamento".
A reportagem não conseguiu falar com o deputado Tiago Amaral. Ele não retornou ao recado deixado no celular e, no gabinete da AL, ninguém atendeu. (E.F.)

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