O ajuizamento de mais uma denúncia criminal relativa ao escândalo na Câmara Municipal gerou pouca reação por parte dos vereadores citados. Desde o início do ano, o Ministério Público (MP) já entrou com uma dezena de ações contra os parlamentares por atos de improbidade e crimes contra a administração pública.
O vereador que se mostrou mais contrariado foi o líder do Executivo, Gláudio Renato de Lima (PT). ''Se o balizamento é a fala do Bonilha, por que excluíram a oposição? É muito estranho'', insinuou.
O vereador afastado Osvaldo Bergamin (sem partido) disse que estava ''colhendo café'' e não sabia nada sobre o assunto. Renato Araújo (PP) afirmou que ''honestamente, não teve nada de errado nessa lei''.
O advogado de Sidney de Souza (PTB), Dely Dias das Neves, disse que o ajuizamento da ação é coerente com a lógica adotada pelos promotores durante todo o caso. ''Vamos aguardar a citação para nos defender.'' Segundo ele, Sidney nega irregularidades.
Já o advogado Antônio Carlos Coelho Mendes, defensor de Henrique Barros (sem partido), disse que não iria se pronunciar por não ter conhecimento do caso. ''Meu cliente ainda não foi notificado.''
O ex-vereador Orlando Bonilha (PR) e os vereadores afastados Flávio Vedoato (PSC) e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) não foram localizados pela FOLHA.
Já os vereadores Marcelo Belinati (PP) e Sandra Graça (PP), excluídos da denúncia mas alvos de um pedido de inquérito policial, mostraram-se um pouco aliviados.
''Fico mais tranquila porque (o MP) está trabalhando com base em dados e fatos. Nunca participei disso e não votei favoravelmente a esse projeto. A minha história na Câmara mostra minha conduta'', afirmou Sandra.
Belinati também negou qualquer participação em irregularidades. ''Chega a ser um absurdo. Eu não fazia parte desse grupo e sempre fui de oposição'', disse. ''Acho que a investigação tem que ser aprofundada e cada um pagar pelo erro que cometeu.'' (F.C.)

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