Parlamentares discutem terceira via para o PT
Agência Estado
A formação da chamada Terceira Via no PT, numa alusão irônica à proposta social-democrata do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está sendo discutida por parlamentares petistas, embora num modelo diferente da moderação dos trabalhistas do Reino Unido, mais de quatro meses antes do 2º Congresso Nacional do partido. Deputados federais da legenda, entre eles o secretário-geral do partido, Arlindo Chinaglia (SP), preparam-se para lançar um manifesto em que pregarão menos briga e mais trabalho político para romper o combate Articulação versus esquerda.
Precisamos formar um núcleo dirigente com autoridade, estável, disse Chinaglia, recordando que, no Encontro Nacional de 1997, grupos petistas de São Paulo, Rio, Pernambuco e Bahia fizeram um movimento para criar uma terceira alternativa. Segundo o deputado, o novo agrupamento lançará chapa própria para disputar a direção petista, mas ainda não discutiu se terá candidato a presidente. Alguns integrantes defendem o lançamento, pelo movimento, de uma candidatura própria ao cargo. O grupo tenta atrair o ex-deputado Tarso Genro.
Integrantes do grupo, entre eles Chinaglia e os deputados Fernando Ferro (PE) e Carlos Santana (RJ), reuniram-se em Brasília para aprofundar a discussão. Tem de haver uma alternativa de centro (na legenda), disse Santana. Líder de um grupo que domina um terço do PT fluminense, o parlamentar começou a discussão no Rio, onde o partido integra o governo de Anthony Garotinho (PDT), mas, após a intervenção de 1998, está dilacerado por lutas internas que incluem filiações em massa e criação de núcleos fantasmas.





