Brasília - Depois de paralisar por quase um mês os trabalhos antes do primeiro turno das eleições, o Congresso decretou mais uma semana de recesso para que os deputados e senadores participem da reta final das campanhas em municípios onde há segundo turno. A semana que se inicia será de ‘‘recesso branco’’ para a Câmara e o Senado, sem votações nos plenários - o que autoriza os parlamentares a não justificarem as ausências, sem cortes nos salários.
  Como a maioria dos parlamentares participa das campanhas de aliados nos Estados, os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), decidiram conceder o recesso. Os dois afirmam que, passada as eleições, o Legislativo vai retomar sua rotina de trabalhos até dezembro.
  ‘‘A próxima semana não haverá sessões deliberativas (com votações) por causa do segundo turno. Somente após o segundo turno vamos voltar a votar’’, disse Garibaldi. O senador negou a paralisia nos trabalhos da Casa ao afirmar que, nas semanas sem ‘‘recesso branco’’, o Senado conseguiu aprovar projetos e medidas provisórias.
  Os senadores aprovaram na última quarta-feira o projeto de lei complementar que regulamenta a situação de 57 municípios que correm o risco de deixar de existir no ano que vem. O prazo para que o Congresso aprove a lei que regulamenta o surgimento de novos municípios termina em novembro, mas o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara para que entre em vigor.
  Na Câmara, os deputados dedicaram a semana de trabalhos para votar medidas provisórias que trancavam a pauta de votações da Casa. Os deputados aprovaram cinco MPs, entre elas as que reajustam salários de servidores e criam cargos no Executivo - na tentativa de liberar a pauta para votar matérias de interesse do governo, como a medida provisória editada durante a crise econômica que permite ao Banco Central socorrer instituições financeiras de pequeno porte.

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