A madrugada foi tumultuada na Assembléia e recheada de discussões. A briga partiu para a violência física quando o deputado Fernando Ribas Carli (PPB) foi designado pela mesa executiva para fazer a defesa do projeto popular na tribuna. A oposição que havia declinado da indicação com o objetivo de impedir a derrubada do projeto em plenário ficou irada com o fato de um governista defender um projeto que não apóia.
Logo que Carli começou a falar, o peemedebista Nereu Moura correu para tirá-lo da tribuna, puxando o deputado. O líder do governo, Durval Amaral (PFL), interferiu e separou os deputados. Orlando Pessuti (PMDB) também correu para evitar maior confusão. A sessão teve que ser suspensa.
Além do tumulto no plenário, o forte esquema de policiamento chamado para conter os ânimos nas galerias (onde estavam simpatizantes da privatização e oposicionistas) gerou problemas. A imprensa e os manifestantes ficaram impedidos de circular por uma barreira policial. O cerco foi afrouxado momentos depois, a pedido da mesa executiva.
O corregedor da Assembléia, Caíto Quintana (PMDB) condenou a presença de policiais militares na Assembléia. ''Isto aqui é anti-democrático, um absurdo. Policiais entrando aqui com armas na cintura. Eles que vão combater o crime nas ruas'', reclamou.
O deputado Algaci Túlio (PTB) saiu mancando depois de tentar passar por uma barreira de policiais. Funcionários de gabinetes também reclamaram do excesso de policiamento.

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