Parlamentar permanece preso em hospital
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 02 de maio de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
O vereador Eloir Valença (PHS), preso na manhã de terça-feira por suposto envolvimento no esquema de compra de votos de vereadores orquestrado por pessoas ligadas à Prefeitura de Londrina, permanecerá preso, porém, no Hospital do Coração. O juiz da 3 Vara Criminal, Luiz Eduardo Asperti Nardi, pemitiu a permanência do vereador no hospital até apreciar o pedido de conversão da prisão temporária em domiciliar.
O advogado de Eloir, André Cunha, encaminhou ao juiz laudo médico assinado pelo cardiologista Wellington Moreira, atestando que o vereador submeteu-se a cirurgia cardíaca no ano passado, ''condição que aumenta o risco cardiovascular em situações de estresse e crises hipertensivas''. O magistrado solicitou manifestação do Ministério Público antes de definir a situação do parlamentar.
O vereador teve uma crise de hipertensão logo após sua prisão e, ainda na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi socorrido e levado ao hospital. Ele chegou a ter alta na terça-feira mesmo, mas continuou no hospital, onde passou a noite.
Também na terça-feira foram presos o chefe de Gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT), Rogério Ortega, e o diretor de Participações da Sercomtel, Alysson Tobias de Carvalho. Quanto a Eloir, segundo o advogado André Cunha, a prisão teria sido motivada pelo conteúdo das gravações que levou à prisão o ex-secretário de Governo Marco Cito e o empresário Ludovico Bonato, que teriam tentado comprar o voto do vereador Amauri Cardodo (PSDB), para que votasse pelo arquivamento da Comissão Processante da Centronic.
''O conteúdo da acusação contra meu cliente deve ser conhecido amanhã (hoje), quando o Gaeco deve apresentar a denúncia, já que expira o prazo da prisão temporária'', disse Cunha, acrescentando que foi por este motivo - o fim do prazo da prisão - que não impetrou habeas corpus em favor de seu cliente. O Hospital do Coração informou que um policial militar faz a vigilância do quarto onde Eloir está internado.


