O governo do Estado venceu a queda de braço travada com deputados de oposição na Assembléia Legislativa e derrubou a proposta de emenda constitucional (PEC) nº 40, que proibia o nepotismo no Paraná. A proposta de autoria de Tadeu Veneri (PT) foi rejeitada no plenário pelos deputados aliados do governador Roberto Requião (PMDB). Apesar de haver outras duas propostas antinepotismo na Assembléia, os parlamentares não podem votar propostas de emenda constitucional sobre o mesmo tema em um ano. Como a PEC de Veneri foi à votação, o assunto nepotismo só poderá ser discutido novamente no ano que vem. A disputa entre governistas e oposição ficou acirrada a partir do dia 24 de março, quando Requião enviou à Assembléia outra PEC também proibindo o nepotismo. A PEC do governador prevê a proibição do nepotismo cruzado entre os poderes, proíbe que vereadores e deputados se tornem secretários ou conselheiros do TC, também inclui prefeituras e Câmaras Municipais, enumera os órgãos do Estado que serão atigindos com a medida e entraria em vigor em janeiro de 2007. A PEC apresentada pelo deputado Nereu Moura (PMDB), que exclui o nepotismo cruzado e entraria em vigor 180 dias depois de aprovada, enumera os órgãos do Estado que serão atingidos e exclui da demissão os secretários-parentes que possuem notório saber para exercer a função. A PEC rejeitada pela Assembléia previa a proibição do nepotismo em todas as áreas da administração direta e indireta do governo do Estado e em todas as instâncias do Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas (TC) do Estado, além de prefeituras e câmaras municipais e entraria em vigor seis meses depois de promulgada. Requião mantém vários parentes em seu governo. Os governistas alegam que a oposição tem como alvo a demissão do secretário de Educação, Maurício Requião, irmão do governador.

Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas, especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Originalmente a palavra aplicava-se exclusivamente ao âmbito das relações do papa com seus parentes, mas modernamente tornou-se quase sinônimo de concessão de privilégios ou cargos a parentes no funcionalismo público. Distingue-se do favoritismo simples, que não implica relações familiares com o favorecido.

É uma modificação no texto da Constituição. No Paraná, as propostas de emenda constitucional (PECs) contra o nepotismo devem ser votadas pelos deputados que compõem a Assembléia Legislativa e, caso sejam aprovadas, só valeriam para o Estado.

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