A notícia de possível exumação do corpo de José Janene incomodou a família do ex-deputado, que é de Londrina. Sem querer seus nomes publicados, dois parentes refutaram o boato, atribuído à ex-mulher dele Stael Fernanda Janene, e classificaram o deputado Hugo Motta (PMDB/PB) de "oportunista".
O ritual fúnebre de Janene seguiu os rituais do Islamismo. Antes do enterro, o corpo foi lavado pela família e envolto em véu virgem e, a partir deste momento, não pode mais ser tocado. O enterro também não pode ser feito no caixão e o sepultamento é em direção a Meca, cidade sagrada dos seguidores da religião.
Um dos parentes ressaltou que o velório foi acompanhado pela imprensa londrinense, o que afastaria qualquer possibilidade de fraude. "Estão querendo fazer algo sem qualquer necessidade. Esse deputado é um baita de um mentiroso ou um oportunista", reclamou.
O outro ouvido pela FOLHA ressaltou que o motivo da morte, conforme laudo de óbito atestado pelo Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, não foi a insuficiência cardíaca, que o ex-deputado enfrentou por cerca de 20 anos, mas uma septicemia em consequência da troca da bateria do marca-passo. "Quando há infecção hospitalar, o velório é feito com caixão fechado", ressaltou, lembrando que o corpo, depois, passou pelos rituais islâmicos realizados por parentes.
Para ele, a teoria da conspiração a ser investigada é como um paciente submetido a um procedimento relativamente simples acaba indo a óbito.
A nota oficial do Incor da morte de Janene, que ainda pode ser acessada no site do hospital, informa falecimento "em consequência de evolução de quadro de choque séptico" e que ele se recuperava de "cirurgia de troca de cardiodesfibrilador implantável". A instituição não se manifestou ontem até o fechamento da edição sobre a possibilidade de exumação, que contestaria a credibilidade do hospital.

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