A esposa, a irmã e a cunhada do mecânico Ismar Ieger, suposto "laranja" de Luiz Abi Antoun na Providence Autocenter, foram ouvidas ontem como informantes no processo que apura suposta fraude na contratação da oficina pelo governo do Estado, em dezembro do ano passado. Foi a segunda audiência do caso Voldemort, presidida pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio. Ieger acompanhou os depoimentos – ele foi o único dos sete réus que esteve presente.
Sem o compromisso de dizer a verdade, em razão do parentesco, elas apresentaram respostas vagas e disseram desconhecer detalhes do funcionamento da oficina. A irmã e a cunhada chegaram a trabalhar na Providence. Sobre as relações entre Luiz Abi e Roberto Tsuneda (empresário apontado com sócio de Abi na Providence e na KLM), elas sustentaram que seriam clientes da oficina. A cunhada, no entanto, confirmou que Tsuneda pagava dívidas de Ieger, mas a título de empréstimo.
O ex-contador da oficina Fernando José do Carmo também prestou depoimento ontem e não soube falar sobre os aportes que a KLM fazia na Providence. "Eu não fazia a contabilidade gerencial", justificou.
Outras duas testemunhas previstas para serem ouvidas ontem, incluindo o pai de Ieger, que constava como sócio da oficina, foram dispensadas pelas partes. A sétima oitiva seria de uma pessoa que mudou-se e prestará depoimento em sua nova cidade.
As primeiras audiências da Voldemort foram realizadas na quarta-feira. Para hoje, estão previstos depoimentos de 12 testemunhas de defesa. Na segunda-feira, os cinco réus que moram em Londrina – Abi, Tsuneda, Ieger, José Carlos Lucca e Ricardo Baptista – serão interrogados. Os outros dois réus (Paulo Midauar e Ernani Delicato) serão ouvidos em suas comarcas.

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