Curitiba - Entre os nomes conhecidos que aparecem na lista, estão o da consultora administrativa Adiles Beraldin e do consultor jurídico Antônio Anibelli Neto. Questionado, o deputado Neivo Beraldin (PDT) explicou que Adiles é sua irmã e funcionária da Assembléia desde 1983. O primeiro mandato de Beraldin começou em 1986. O deputado afirmou que sua irmã deveria trabalhar na direção da Casa.
Mas o deputado não conseguiu localizá-la nem na Assembléia nem na casa dela na quinta-feira. ''Liguei lá e ela não está lá. Não sei onde foi parar'', afirmou após a busca. O deputado explicou que tem pouco contato com a irmã e garantiu que ela nunca trabalhou no seu gabinete. Ontem, o diretor geral da Casa, Abib Miguel afirmou que Adiles está de férias. A Folha não conseguiu contato com Beraldin ontem.
Antônio Anibelli Neto, que é filho do deputado Antonio Anibelli (PDMB), trabalha na liderança do PMDB. ''Tenho vínculo celetista com a Assembléia desde 1991. E tenho orgulho de fazer parte do quadro do Legislativo. Não tenho porque fugir, porque me esconder'', explicou.
Anibelli Neto faz parte da lista dos 143 servidores que foram efetivados por meio da Lei estadual 10.219/02, sancionada pelo então governador Jaime Lerner (PSB). Esta lei determina que todos os celetistas que entraram em cargos públicos até 2002 sejam efetivados e passem a ter os mesmos direitos de servidores públicos. A constitucionalidade desta lei está sendo discutida no Supremo Tribunal Federal (STF). (A.B.)

mockup