O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Pedro Parente, recebeu orientação para avançar na proposta da reforma tributária a fim de enviá-la ainda este ano ao Congresso. Segundo ele, serão reabertas as discussões com o relator da proposta de reforma tributária que já está no Congresso, deputado Mussa Demes (PFL-PI), e com os estados. ‘‘Não temos um compromisso firme e obrigatório com a proposta que já apresentamos e sim em resolver os problemas. Estamos abertos para discutir novas propostas’’, afirmou Parente.
O anúncio feito ontem por Parente é uma tentativa de acabar com o impasse em torno da discussão da reforma tributária. No momento, nem no governo há consenso sobre a proposta ideal a ser votada pelo Congresso.
Apesar da disposição de Parente, o coordenador político da campanha do presidente Fernando Henrique, Euclides Scalco, levantou dúvidas sobre a possibilidade de se votar a reforma tributária até o fim do ano. ‘‘É bom lembrar que a maior parte dos estados não irá resolver a eleição no primeiro turno; por isso será preciso aguardar até o segundo turno’’, disse Scalco.
Mas para ele, a mobilização que está sendo feita pelos presidentes da Câmara e do Senado a partir do dia 6 de outubro é positiva porque ajuda na tramitação inicial do projeto. ‘‘Pode ser difícil, mas não impossível’’, admitiu Scalco, ao se referir a tramitação. Para ele, esse é um problema que cabe exclusivamente ao Congresso resolver.
Para o vice-presidente do PFL, deputado José Jorge (PE), três meses é um período muito curto para conseguir a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). ‘‘Por isso é muito difícil votar esse ano a reforma tributária’’, observou Jorge.

mockup