Brasília - O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), teve frustrada sua pretensão de rejeitar, por vontade própria, MPs (medidas provisórias) que ele ache que não atendam aos critérios constitucionais de urgência e relevância. Parecer apresentado pela Secretaria Geral da Mesa, que assessora o presidente para assuntos regimentais, vetou a possibilidade, argumentando que a rejeição de MPs é decisão colegiada da Casa.
Severino, que havia feito consulta à Secretaria na semana passada, disse que aceita as conclusões, em discurso no plenário. Ao mesmo tempo, fez ataque duro ao Planalto, pedindo um ''basta'' no ritmo de edição de medidas. Severino está contrariado com o fato de MPs com prazo de tramitação vencido trancarem a pauta, impedindo a tramitação de projetos antes que elas sejam votadas. Ontem, havia dez emperrando a discussão de projetos como a reforma tributária e a regulamentação sobre venda de armas de fogo.
A cruzada de Severino contra o excesso de MPs é também tentativa de marcar posição de independência com relação ao Planalto.

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