Um dia depois da apresentação de um novo pedido para criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Apucarana para investigar o prefeito Carlos Scarpelini (PSDB), ele convocou a imprensa ontem para divulgar novo parecer da Diretoria de Contas Municipais do Tribunal de Contas (TC). Pelo parecer, emitido no último dia 4, os técnicos do tribunal entenderam que não houve ‘‘dolo, má-fé ou malversação de recursos públicos’’ em 17 itens de supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Scarpelini.
O processo contra o prefeito havia sido instaurado a partir de panfleto apócrifo distribuído em Apucarana e que chegou às mãos do promotor Eduardo Nagib Matni em novembro de 99, por meio de vereadores da oposição. Na ocasião, o Ministério Público determinou abertura de inquérito policial para apurar as denúncias. O panfleto também gerou uma auditoria do TC na prefeitura.
Na primeira fase da investigação, técnicos contábeis e administrativos haviam opinado pela impugnação de algumas despesas feitas por Scarpelini, que iriam resultar num ressarcimento de mais de R$ 1,7 milhão aos sofres públicos. Tais irregularidades, incluindo repasses ao futebol profissional, gastos com terceirização de serviços e despesas com empreiteiras, foram justificadas com documentos no pedido de revisão e defesa apresentado pelo prefeito.
Na nova fase do processo, auditores avaliaram todos itens da defesa e fizeram novas investigações na contabilidade do município, visando comprovar a autencidade da documentação. O parecer do TC que beneficia o prefeito se constitui na última etapa antes do julgamento final do processo.
Scarpelini disse que o pedido protocolado na Câmara para investigá-lo, a 18 dias das eleições, tem iniciativa ‘‘eleitoreira’’, que tenta desestabilizar sua candidatura à reeleição.

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