Uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Prefeitura e a Universidade Estadual de Londrina (UEL) pode viabilizar a instalação da Farmácia Popular do Brasil no campus da instituição. O programa tem o objetivo de comercializar medicamentos produzidos em laboratórios públicos por preços até abaixo do custo.
Um representante do Conselho Federal de Farmácia esteve em Londrina, uma das candidatas do Estado a receber o projeto, para conhecer a infra-estrutura do local. Apenas um município paranaense será contemplado. De acordo com Adriano Souza de Almeida, a parceria funciona por meio de fornecimento de verba mensal e dos medicamentos para a farmácia. O projeto foi anunciado durante a coletiva semanal de imprensa no gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT), que garantiu que a prefeitura poderá entrar com uma parcela mensal de R$ 15 mil para viabilizar o projeto.
O programa conta hoje com uma lista de 107 medicamentos, além de anticoncepcionais e preservativos masculinos, que são repassados pelo Ministério da Saúde e disponibilizados a preço mais baixo que o de mercado. Os itens foram definidos de acordo com pesquisa, que indicou as doenças de maior incidência na população de baixa renda. ''A Farmácia Popular elimina o atravessador e a necessidade de lucro. Só é repassado para o consumidor o custo do medicamento e da manutenção do programa'', explicou. Não há prazo definido ainda para o anúncio da cidade escolhida.
A Farmácia Popular contará com a atuação de profissionais e estudantes, o que vai permitir um ''atendimento diferenciado'', segundo Almeida, por meio da orientação quanto ao uso correto e cuidados para evitar a intoxicação pelos remédios.
De acordo com o reitor da UEL, Wilmar Marçal, a Farmácia Popular poderá funcionar em prédio próximo ao Hospital das Clínicas, no campus da universidade. O imóvel passará por ampliação e adequações. Para a coordenadora do curso de Farmácia, Marlene Fregonese Nery, a principal vantagem do projeto para os estudantes é colocá-los em contato direto com usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ela destacou que o projeto funciona como uma Farmácia Escola. Hoje, o programa funciona em Londrina somente por meio de parcerias com farmácias da iniciativa privada.
O reitor acrescentou que não descarta a reativação do Laboratório de Produção de Medicamentos da UEL, que está fechado há anos por determinação da Vigilância Sanitária.
A prefeitura tem o objetivo ainda de viabilizar a implantação de outra unidade da Farmácia Popular, no Centro da cidade.(F.R.F.)

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