'Parceria ilícita com empresas de pedágio'
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de janeiro de 2019
Reportagem Local 
No despacho publicado nesta sexta-feira, o juiz substituto da 23ª Vara Federal em Curitiba, Paulo Sérgio Ribeiro, afirma que o Ministério Público Federal apresenta na denúncia "farto conjunto de provas que apontam para a participação direta de Carlos Alberto Richa em atos praticados para beneficiar as empresas de pedágio no Paraná." O magistrado acrescenta que "o conjunto de elementos apresentados pelo MPF indica que Carlos Alberto Richa, ao longo de seus dois mandatos como governador do Paraná (2011-2018), desenvolveu uma parceria ilícita com as empresas de pedágio, atuando para beneficiá-las em troca de dinheiro."
Na ação oferecida à Justiça, o Ministério Público Federal justifica o pedido de prisão preventiva do ex-governador Beto Richa e do contador Dirceu Pupo a "novos elementos" sobre a participação de ambos "no complexo esquema criminoso investigado, relativo ao recebimento de propinas por parte de Beto Richa das concessionárias de pedágio do Paraná e o suposto mecanismo de lavagem de dinheiro que seria realizado por meio de aquisições imobiliárias (...)".
Uma das linhas de investigação é baseada na colaboração premiada do ex-diretor do DER-PR, Nelson Leal Júnior, e do ex-presidente da concessionária Econorte, Hélio Ogama, ambos presos na primeira fase da Operação Integração.
"A partir dos novos elementos informados pelos colaboradores e a partir de novos elementos de corroboração colhidos no curso da investigação, foram abertas novas linhas de investigação sobre complexos esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à execução dos contratos de pedágio nas rodovias federais do Paraná", afirma o MPF.


